No ano em que a Crise substituiu o futebol como o "maior desbloqueador de conversas ever", não surpreende que a Times atribua o título de figura do ano ao "Manifestante". Àquele que saiu à rua para gritar contra Wall Street, ofender governantes, incendiar carros, destituir poderes. Àquele que se juntou com amigos e discutiu a estupidez de um mundo onde as pessoas são bens mercantilizáveis e descartáveis. Num ano em que se esperam Messias, se aguardam grandes líderes ou se reza pelo surgimento de novos paradigmas, não deixa de ser irónico que a massa crítica sejamos, afinal, todos nós, a ralé.

Zariola "The Protestor"
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